O álbum “Wansati” de Rhodalia Sivestre já está na “net”

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A vocalista Revelação do Ngoma Moçambique 2017, Rhodalia Sivestre lança o seu primeiro álbum, “Wansati”, título do single que a projectou para o grande público através da rádio e televisão.

Nas 12 faixas que compõem o registo distribuido pela MODIGI – Distribuição digital, vertem o Afro-Jazz com o qual habitou nas performances ao vivo no Gil Vicente, Centro Cultural Franco-Moçambicanos entre outros, em Maputo depois de regressar de Cape Town.

“Eu canto há bastante tempo e nunca lancei um álbum, por isso simboliza uma victória, é a minha maior conquista” disse Rhodalia Silvestre, assumindo que marca uma carreira de luta, fé, maturidade. “E a mulher, em especial”.

Numa entrevista ao “Notícias”, em 2017, a intérprete disse não entender o que as pessoas pretendem quando a interpelam com frases como “cantas bem ou cantas muito”. “Eu não sei o que é isso”, faz questão de sublinhar.

A razão depois se clareia no instante em que revela que não é a fama que a guia. A música é um tubo de escape, que, conforme descreve, a leva a experimentar um contacto com os seus ancestrais. A primeira arte é o espaço no qual ela se reencontra e se recria.

“Quando subo ao palco, vou para outro mundo… sinto uma paz. É como se saísse deste mundo e experimentasse uma paz de espírito”, se expõe. E revela: “só abro os olhos às palmas da plateia ou quando os meus colegas me chamam”.

Sobre a confiabilidade à MODIGI na distribuição digital do seu primeiro CD, a detentora do prémio Melhor Voz de Moçambique no Ngoma 2017, disse que nunca passou por uma experiência igual, porém já ouvia falar e nesta vertente “estou a explorar novas formas de ganhar rendas extras” salientou Rhodalia

No final Rhodalia Silvestre falou sobre o dia-a-dia no mundo musical face à pandemia da COVID-19. Para manter viva a chama artística recorre às lives e participações em programas televisivos.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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