Mozikplay entra para o streaming de vídeos

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A PLATAFORMA de streaming moçambicana Mozikplay vai entrar na distribuição de vídeos, reality shows, transmissão de séries nacionais e festivais.

A informação foi dada pelo líder da aplicação, o engenheiro informático e músico Guerte Geraldo Bambo (G2), numa chamada telefónica, na qual disse que a sua equipa está a preparar esse passo.

“A nossa intenção é criar uma comunidade”, prosseguiu, explicando que a intenção não é apenas vender música, que foi o primeiro produto que a companhia disponibilizou ao mercado.

De um modo geral, continuou G2, o objectivo é, numa projecção de longo prazo, mudar a forma de consumo de arte nos suportes e possibilidades que a internet oferece, na expectativa de rentabilizar o trabalho dos artistas.

É nesse contexto que disse que “não temos pressa em tirar proveito da pandemia. A nossa visão é avaliar e só depois de um estudo apurado intervir”.

Guerte Geraldo Bambo esclareceu que uma crise financeira já era previsível para este ano, pelo que a empresa antecipou-se, tomando medidas de precaução como, por exemplo, a redução de alguns custos.

Conforme a descrição no respectivo sítio da internet, o MozikPlay é uma plataforma de streaming música e vídeo que tem como objectivo contribuir para a melhoria da música e condição financeira dos músicos moçambicanos, pagando pelos direitos autorais gerados pelo seu conteúdo, sejam estes independentes ou agenciados.

Por sua vez, a plataforma de streaming Soundcloud, uma das mais populares no país, forneceu recursos para que os artistas, com os cancelamentos de apresentações ao vivo, continuem a ter retornos financeiros.

“Por isso, criámos um botão simples para o seu perfil, onde os admiradores podem mostrar instantaneamente e directamente o seu apoio”, lê-se na comunicação do soundcloud.

De acordo com o portal Music Business World Wide, no ano passado a indústria global da música gravada gerou 20,2 biliões de dólares norte-americanos em receitas. Conforme os últimos dados revelados pela IFPI Global Music Report, no dia 04 de Maio, este número aumentou 8,2% em relação ao ano anterior 18,7 biliões de dólares.

“Os pontos positivos para as gravadoras em 2019 incluíram um abrandamento da queda na receita de músicas físicas – uma queda de apenas 5,3% em relação ao ano anterior, para 4,4 biliões de dólares”, lê-se na referida notícia.

Com efeito, o dinheiro gerado pelo streaming representou mais da metade (56,1%) de todas as receitas globais de música gravada. O número de contas de streaming pagas aumentou globalmente para 341 milhões, um aumento de 33,5% em relação ao ano anterior (ou seja, 86 milhões de 255 milhões em 2019).

Relatórios anteriores do IFPI sugeriram que o número de usuários de serviços de assinatura paga aumentou de 176 milhões em 2017 para 255 milhões em 2018 – um salto de 79 milhões.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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