Procrastinei

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Já é uma confissão comum, deixou de ter impacto, é um dado irrelevante. Mas hoje estou firme na execução dos meus pendentes. Tenho fé na força que me fará concluir o que ainda não foi executado. Neste dia, ganhei forças para rever as falhas, limar os erros e avançar.

Sei que deixei para mais tarde está vontade de finalizar o que falta para finalizar. Guardei em baixo da cama este desejo de terminar os afazeres que tornam a minha agenda tão lotada. Quero sair disso.

Meu cão ladrou, fiquei motivado e comecei a abrir os 3456 email que nunca abri desde Fevereiro de 2018. Fiquei minutos naquele exercício, o meu cachorro latiu e percebi que os latidos eram uma advertência, estava a distanciar-me do essencial, terminar as minhas tarefas, pois aquelas mensagens electrónicas já não eram úteis. Desisti. Mas um email paralisou-me e o arrependimento tomou conta. Percebi que aquele email de 7 de Dezembro de 2018 teria mudado o curso da minha vida. Se tivesse aberto provavelmente estaria com mais conhecimentos sobre marketing multinível.

Meu cão mordeu o meu dedo do pé, fiquei com raiva e percebi que os 3456 emails eram inúteis, mensagens promocionais, notificações de redes sociais, emails que pré-visualizei sem abrir, mas respondi com acções. Perdi duas horas e mais naquele exercício inútil. Olhei de novo para agenda e percebi que estou a perder tempo a escrever uma crónica a falar que não termino tarefas. Mas porque quero provar para mim mesmo que termino tarefas, vou colocar um ponto final neste texto.

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