Fundação Couto celebra 500 anos de “Mona Lisa”

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“QUINHENTOS Anos do Sorriso de Mona Lisa” é título de uma exposição a ser inaugurada a 9 deste mês na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

A mostra faz parte de um conjunto de actividades de celebração da obra de Leonardo da Vinci, um ícone renascentista e um dos maiores génios da Arte, Ciência, Arquitetura, Medicina e muito mais.

A exposição reúne artistas jovens multifacetados, como Luís Santos, Aderson Luís, Sérgio Macaite, Rolf Alafo e Egídio Leonardo, sob a curadoria de Sara Carneiro e Yolanda Couto.

“Iniciativas de muito maior relevo aconteceram e continuam a acontecer em diversas cidades do mundo. E fazêmo-lo, não só como reconhecimento de uma figura considerada como um dos maiores génios da história da humanidade, mas também como forma de dar a conhecer ao público, alguns aspectos da sua incomensurável obra”, disse Fernando Amado Couto, administrador da fundação.

Couto explicou, que, convidaram artistas moçambicanos a expor alguns trabalhos enquadrados nesta temática, como forma de afirmação do valor universal da cultura.

Com efeito, em reconhecimento da polivalência de Da Vinci, as actividades deste mês ultrapassam as telas, assumindo o carácter de performance a ser apresentada no dia 25 de Outubro.

“Rascunhos” é uma performance, que está, nesse momento, em construção numa residência artística, que tem Rogério Manjate, como encenador, Domingos Bié e Sufaida Moyane, na interpretação.

Duas oficinas de desenho serão orientadas, uma por Luís Santos e outra por Sara Carneiro, remetendo os participantes às técnicas usadas no Renascimento e por Leonardo Da Vinci.

A volta da célebre obra “Mona Lisa”, uma oficina de Poesia será orientada por Celso Muianga e um de prosa estará a cargo do escritor Pedro Pereira Lopes, com o nome “Na Pele de Da Vinci”. No dia 23, uma Tertúlia à volta do Renascimento e de Leonardo da Vinci irá juntar o arquitecto Júlio Carrilho e o escritor António Cabrita, que serão conduzidos por Sara Carneiro.

Entretanto, quinhentos anos após a morte de Leonardo da Vinci, o mundo celebra a sua obra através de exposições de arte e ciência ao longo de todo ano. Uma iniciativa também abraçada pela Fundação Fernando Leite Couto, que reuniu materiais, para um ciclo de exposições, oficinas de arte e literatura, uma tertúlia e uma performance de Dança-Teatro resultante de uma residência artística.

O génio de Leonardo Da Vinci, nunca frequentou uma escola, apelidando-se a si próprio «omo sanza lettere». Foi um autodidacta, que desde muito jovem, para além da pintura, dedicou-se a uma constante pesquisa e estudo, que se estendeu aos mais diversos domínios do conhecimento. Da Vinci foi da anatomia humana e de animais, à astronomia, ao planeamento de novas cidades.

Estudou hidráulica, engenharia e matemática.

Teve ainda um forte envolvimento com a música, arte da guerra, escultura, organização de grandes festas, como ao estudo da “língua” do pica-pau, ou novas experiências culinárias, até à simples invenção do guardanapo. O seu espírito aberto, inconformista pela descoberta constitui algo de fantástico, que ultrapassa a obra “Mona Lisa” e é um desafio ao génio humano na investigação.

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