Maputo no circuito do cartoon mundial

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MAPUTO poder ser a cidade africana que passará a acolher regularmente as exposições do Save the World Press Cartoon, que é o novo salão temático do World Press Cartoon, baseado em Lisboa, Portugal.

O anúncio foi feito há dias por Rui Paulo da Cruz, director do World Press Cartoon, à margem da inauguração, na capital do país, da mostra World Press Cartoon 2018 (Os Melhores Cartoons do Ano). A exposição do melhor cartoon mundial está patente até ao dia 23 deste mês no “Camões”.

A escolha de Maputo para esta iniciativa tem que ver com o facto de haver preocupação com questões artísticas e ambientais, sobretudo iniciativas de grupos da sociedade civil, juvenis e que têm uma intervenção dos artistas nacionais.

“Moçambique é o único país africano que está a abrir-se para estas iniciativas e tem uma longa tradição de artes plásticas”, disse a justificar a opção por Maputo.

Há muita curiosidade para estes temas, prosseguiu, observando igualmente que a África do Sul, que tem uma economia forte e um sector cultural consolidado, pode ser o outro país a entrar na equação, pois considera-se que ajudará a prestigiar esta mostra.

“Save the World Press Cartoon pretende ser um salão temático, mas que vai premiar trabalhos feitos em torno do ambiente”, esclareceu Rui Paulo da Cruz.

O objectivo, conforme o director, é que ocorra anualmente uma reunião do júri, numa determinada cidade do mundo, e a mostra poderá acontecer em três ou quatro cidades dos diferentes continentes do mundo em simultâneo.

“Optamos por esta via para simbolizar que não é um programa nacional, mas global, que afecta os cidadãos do mundo, todos têm de fazer a sua parte”, concluiu.Esta é a terceira vez que Moçambique acolhe a mostra do World Press Cartoon. As duas anteriores foram nos anos 2011 e 2013, no mesmo palco, “Camões”.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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