EM BRUXELAS País nos debates sobre financiamento à cultura

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A PLATAFORMA nacional de gestores culturais OTHAMA representa Moçambique no Colóquio Internacional “Cultura para o Futuro: Criatividade, Inovação e Diálogo para o Desenvolvimento Inclusivo”, que decorre até amanhã na capital belga, Bruxelas.

Integram a comitiva moçambicana, Paulo Chibanga, Ivan Laranjeira e Kito Tembe, dirigentes da Khuzula Produções, Associação IVERCA e Kinani, respectivamente, que corporizam a plataforma.

O encontro internacional é organizado pela Direcção-Geral da Cooperação Internacional e Desenvolvimento da Comissão Europeia.

Ivan Laranjeira apresentou o projecto de “Protecção patrimonial e desenvolvimento local”, num dia em que a Fundação Fé e Cooperação, da Guiné Bissau, representada por Susana Chaves, igualmente, partilhou o projecto “No cultura i nô balur”.

No mesmo fórum ainda tomaram a palavra Augustin Favereau, chefe do Departamento de Cultura e Media do Ministério Francês para a Europa e Relações Exteriores, representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) na Europa e do mundo.

Este encontro acontece 10 anos após o colóquio “Cultural e Criatividade: vectores para o desenvolvimento” e a publicação da “Declaração de Bruxelas dos Profissionais dos países de África, Caraíbas e Pacífico e da União Europeia das Indústrias Criativas”.

O objectivo, conforme a nota de informação da Comissão Europeia (CE) enviada ao “Notícias”, é promover o papel da cultura, criatividade, inovação e diálogo intercultural, como vectores para o desenvolvimento inclusivo e paz.
Sob ponto de vista diplomático, a União Europeia (UE) pretende ancorar esta dimensão fundamental nas suas políticas de cooperação internacional e desenvolvimento.

“Chegou a altura de actualizar a nossa abordagem e a posição em matéria de cultura e criatividade como pilar estratégico da cooperação internacional”, lê-se no documento.
De acordo com a nota, nos últimos 10 anos, a CE tem apoiado o papel positivo da cultura e das indústrias criativas nas estratégias de desenvolvimento dos países parceiros.

Há no documento, entretanto, a consciência de haver um grande potencial inexplorado para o sector e um crescente reconhecimento de que investir na criatividade é investir na criação de emprego e na coesão social.
Pretende-se ainda apostar na cultura e nas indústrias criativas, facilitar o diálogo e uma discussão participativa dos desafios relacionados com o desenvolvimento.

Com efeito, os resultados deste colóquio poderão definir o futuro do apoio da UE à dimensão cultural do desenvolvimento e da cooperação internacional, directamente, com os profissionais dos diferentes subsectores culturais e criativos.

O evento decorre em Bozar, em Bruxelas, em paralelo com os Dias Europeus do Desenvolvimento (EDD 2019).

No dia 18 de Junho, uma sessão nas Jornadas Europeias do Desenvolvimento será dedicada à cultura e à desigualdade e apresentará os resultados do Colóquio a um público mais amplo.

Participam no encontro profissionais dos sectores da cultura e das indústrias criativas da UE e dos países parceiros, incluindo artistas, agentes culturais, instituições académicas, empresas da área da criatividade e beneficiários de projectos financiados pela UE.

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